Frase de headline no LinkedIn: exemplos que funcionam
Uma boa headline (o campo Título do LinkedIn) segue três partes: profissão com o nome que o mercado usa + área ou especialidade + o que você entrega. Exemplo: “Analista de Dados | SQL e Power BI | Relatórios que a diretoria usa para decidir”. Você tem 220 caracteres; use pelo menos metade, deixe “Cargo na Empresa X” de lado e ponha as palavras que um recrutador digitaria. Abaixo, 35 exemplos por área.

Por que a headline pesa tanto?
Porque é a única linha do seu perfil que vai com você para todo lugar: resultado de busca do recrutador, comentários, convites de conexão, sugestões de "pessoas que talvez você conheça". Quando um recrutador faz uma busca no LinkedIn Recruiter, ele vê uma lista com foto, nome e Título. Só isso decide se ele clica.
A headline tem dois trabalhos ao mesmo tempo:
- Fazer você aparecer, porque contém as palavras da busca;
- Fazer você ser clicado, porque diz algo que os outros vinte da lista não dizem.
O padrão do LinkedIn, "Analista Pleno na Empresa X", falha nos dois. Ninguém busca "na Empresa X", e ele te descreve igual a todo mundo que tem o mesmo cargo.
Qual a estrutura de uma boa headline?
| Parte | O que colocar | Exemplo |
|---|---|---|
| 1. Profissão | O cargo como aparece nas vagas | Analista de Marketing Digital |
| 2. Área ou especialidade | Setor, nicho ou ferramentas | Performance e SEO · E-commerce |
| 3. Entrega | O que você resolve, sem adjetivo vazio | Reduzo custo por lead sem perder volume |
Separe as partes com | ou ·. Dois ou três blocos já bastam; mais que isso vira sopa de palavras.
Dica
Faça o teste do recrutador: se ele digitasse o cargo que você quer, essa palavra estaria na sua headline? Se não estiver, comece por aí.
Exemplos de headline por área
Tecnologia
- Desenvolvedor Back-end | Java e Spring Boot | APIs para sistemas de pagamento
- Engenheira de Dados | Python, Spark e AWS | Pipelines que não quebram na segunda-feira
- Desenvolvedora Front-end React | E-commerce | Interfaces rápidas que convertem
- Analista de Suporte Técnico N2 | Redes e Windows Server | SLA sempre no verde
- QA Analyst | Testes automatizados com Cypress | Menos bug em produção
- Product Manager | Fintech e meios de pagamento | Do discovery ao lançamento
Dados e finanças
- Analista de Dados | SQL e Power BI | Relatórios que a diretoria usa para decidir
- Analista de FP&A | Orçamento e forecast | Varejo e bens de consumo
- Contadora | Fiscal e tributário | Lucro Real e Presumido | SPED
- Analista Financeiro | Contas a pagar e receber | SAP | Fechamento em D+3
- Controller | Indústria | Custos, orçamento e reporte para matriz
Vendas e atendimento
- Executivo de Contas B2B | SaaS | Ciclo de venda consultivo e carteira de R$ 5 mi
- Representante Comercial | Agronegócio | Insumos agrícolas no Centro-Oeste
- Vendedora Interna | Inside Sales | Prospecção e fechamento por telefone e WhatsApp
- Customer Success | Onboarding e retenção | Churn abaixo de 2% ao mês
- Supervisor de Atendimento | Call center | Times de 30+ operadores
Marketing e comunicação
- Analista de Marketing Digital | Performance e SEO | E-commerce
- Social Media | Conteúdo para marcas de beleza | Instagram e TikTok
- Designer UX/UI | Figma | Produtos digitais para saúde
- Analista de Comunicação Interna | Endomarketing | Indústria
RH, administrativo e jurídico
- Analista de RH Generalista | Recrutamento e seleção | Departamento pessoal
- Tech Recruiter | Vagas de tecnologia | Do sourcing à proposta
- Assistente Administrativo | Financeiro e compras | Excel avançado
- Advogada Trabalhista | Contencioso empresarial | Audiências e acordos
- Analista de Departamento Pessoal | Folha, eSocial e benefícios
Operações, engenharia e saúde
- Engenheiro de Produção | Lean e melhoria contínua | Indústria automotiva
- Analista de Logística | Transportes e armazém | WMS e redução de frete
- Comprador Técnico | Suprimentos industriais | Negociação com fornecedores
- Engenheira Civil | Obras residenciais | Planejamento e orçamento de obras
- Enfermeira | UTI adulto | Gestão de equipe de enfermagem
- Farmacêutico | Farmácia hospitalar | Controle de estoque e medicamentos
Início de carreira e transição
- Estudante de Administração | Em busca de estágio em finanças | Excel e Power BI
- Recém-formada em Engenharia Química | Processos e qualidade | Trainee 2027
- Analista de Dados em transição de carreira | Ex-controladoria | SQL, Python e Power BI
- Gerente de Projetos | Metodologias ágeis | Aberto a posições remotas
Repare no exemplo 34: em transição, o cargo que vem primeiro é o que você quer, não o que você está deixando. A busca do recrutador é pela vaga dele, não pelo seu passado. Para quem ainda não tem experiência, o mesmo raciocínio vale para o currículo sem experiência.
Quando escrever a headline em inglês?
Faz sentido escrever em inglês quando:
- Você mira vagas internacionais ou remotas pagas em dólar, e quem vai te buscar é um recrutador de fora;
- Você trabalha em uma área em que o próprio mercado brasileiro usa o termo em inglês: Product Manager, Data Engineer, Customer Success, Tech Recruiter, UX Designer.
Se você mira vagas no Brasil em áreas como contabilidade, direito, saúde, engenharia ou varejo, fique no português. "Contadora" é o que o recrutador digita, não "Accountant".
Um meio-termo que funciona bem é o título bilíngue, com o cargo nas duas línguas: Analista de Dados / Data Analyst | SQL e Power BI. Outra saída é criar uma versão do perfil em inglês (Adicionar perfil em outro idioma), que aparece para quem usa o LinkedIn em inglês. Veja também como montar o currículo em inglês.
O que não colocar na headline?
- "Em busca de novas oportunidades" ou "Desempregado". Não é palavra de busca e gasta espaço. O selo Open to Work diz a mesma coisa, e pode ficar visível só para recrutadores.
- Adjetivos soltos: "proativo", "apaixonado por desafios", "focado em resultados". Todo mundo é, e ninguém busca por isso.
- Nome interno do cargo: "Guardião da Experiência", "Ninja de Growth". Use o nome que aparece nas vagas.
- Emoji no começo. Toma o lugar da palavra-chave e deixa a lista de resultados poluída.
- Headline desatualizada. Um título de três anos atrás, de um cargo que você não ocupa mais, desalinha perfil e currículo.
Evite
Pôr "CEO" de uma empresa que é só você, para parecer maior. Se você é autônomo, diga para quem trabalha: "Consultora de RH para pequenas empresas | Recrutamento e DP terceirizado".
Como testar sua headline em 30 segundos
- O cargo que você quer está escrito do jeito que aparece nas vagas?
- A headline diz alguma coisa que seus concorrentes diretos não dizem?
- Ela bate com o seu currículo e com o seu cargo atual?
Se as três respostas forem sim, ela está pronta. Depois, o próximo passo é deixar o resto do perfil no mesmo nível: veja como deixar o LinkedIn atraente para recrutadores, ou peça uma leitura pela nossa análise de perfil do LinkedIn, que avalia a headline, o Sobre e as experiências.
Perguntas frequentes
Quantos caracteres tem a headline do LinkedIn?
220 caracteres. A maioria das pessoas usa menos de 40, o que desperdiça o campo que mais pesa na busca.
Headline e Título são a mesma coisa?
Sim. Em inglês o campo se chama Headline; na interface em português do LinkedIn, aparece como Título, logo abaixo do seu nome.
Posso pôr o nome da empresa atual na headline?
Pode, se a marca ajuda (uma empresa conhecida no seu setor), mas no final e não no lugar da profissão. A empresa atual já aparece no cartão do perfil.
Estou desempregado. O que coloco na headline?
O cargo que você quer, a sua especialidade e, se quiser, "disponível para início imediato" no final. Nada de "desempregado". Para sinalizar que está buscando, use o selo Open to Work.
Coloque em prática
Aplique as dicas deste artigo com a ferramenta gratuita da Epimoni: Analisar meu perfil do LinkedIn (grátis)